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A mostrar mensagens de novembro, 2016

Contos Tontos - 24

Olhava o envelope com desconfiança. Sabia que dentro daquele subscrito estaria certamente notícias sobre o seu futuro. Mas tardava em abrir. Tinha medo, insegurança, desconfiança, um ror de dúvidas. Caminhava pela enorme sala quase vazia de parede a parede. Sempre que passava pelo rectangulo branco olhava-o de soslaio como se ele fosse um envelope-bomba. Sentiu o telemóvel a tremer no bolso. Retirou-o e percebeu que era a mulher. Achou melhor não atender mas conhecia-lhe a teimosia e assim: - Estou... - Dário, que diz a carta? - Ainda não abri... - Porquê? - Porque não. Receio o que ela tenha para me dizer. - Mas tu não sabes sem a abrir. Não vale a pena fugires. Ele tinha consciência da razão dela, todavia receava. Com todos os poros da sua pele. - Dário! - insistiu ela. Ele numa voz quase sumida respondeu: - Estou aqui... - Abre a porra da carta... - gritou ela. Dário aproximou-se do envelope, abriu-o, desdobrou o papel e leu. A mulher do outro lado da linha aguardava, impaciente. Fi...