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A mostrar mensagens de maio, 2013

Rosa de Maio

Para a Fátima Soares com um beijo de muitos parabéns     Colhi-te numa Primavera. Eras simplesmente um botão de rosa, Fechado, temeroso e ingénuo. O mundo era ainda uma aventura, Mais que um desejo ou fronteira.   Com o tempo foste abrindo. E logo o perfume começou a exalar. Inebriante, doce, belo e sedutor. Polvilhei-te então com pequenas gotas De amizade fresca e sorriso jovial.   Um dia uma veluda pétala, no dia seguinte um estame. Uma noite um perfume, na outra noite uma alegria. E a rosa a florir feliz.   Um espinho deixou então marca. Pois uma brisa levara-lhe a coberta Balançando ao vento da tarde. Do sangue quente e vermelho, Veio o sopro que a desfolhou.   Já rasa de aveludadas pétalas Olho-a ainda com doçura Pois perdura o seu perfume. Deixou assim de ser a flor singela Para ser a Roseira Brava do meu jardim.

Provavelmente

Para a minha mãe Violeta   Provavelmente nunca lerás estas palavras Porque nunca te ensinaram a aprender. Nem me preocupa que não as queiras. Ficam aqui só. Alguém as há-de ler!   Provavelmente nunca lerás as palavras, Porque nunca aprendeste a ler-me. Não me aflige esta tua ausência, Porque sei que estarás sempre presente.   Provavelmente nunca saberás que as escrevi, Porque nunca te ensinaram a folhear a vida. Não me entristece a dor que sempre senti, Porque sei que serás sempre a minha mãe.